Foi naquele dia que não me lembro, na hora que não me recordo, do ano que não foi este, que a professora de Língua Portuguesa sugeriu (num tom já esquecido) que escolhêssemos um elemento, merecedor de nos representar. De uma exuberante lista recheada de quatro espantosas escolhas teríamos de seleccionar o elemento com o qual nos identificássemos mais, e, a partir do qual nos fosse possível desenvolver vários trabalhos, meditando no dito cujo.
“Isto é fácil” saltou-me da testa e partiu para nunca mais voltar pois falhei em me aperceber que não sou um pedaço de terra. Talvez no dia da fatídica escolha eu tivesse uma porção de gravilha na cabeça, suficiente para me inclinar na direcção do elemento chavascal. Ou talvez se deva ao simples facto de eu não ter dado a atenção devida ao trabalho que nos foi proposto. Seja o que for o resultado é este: eu sou terra e terra sou eu. Que posso dizer? A terra tem minhocas e eu não, ou espero bem que não. A terra é rígida e eu não, ou será que sim? A Terra é um planeta habitado por um vasto número de seres vivos e eu tenho glícidos. Afinal estava errado: tenho tudo a ver com a terra e a Terra. Pronto, final feliz, trabalho feito.
O menino não quer mais elementos, tenha piedade do menino…
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