Tenho um forro dentro das bochechas, ou de dentro se assim o entender. Sinto uma náusea tal, devido ao forro infernal que já não sei o que comer. Tudo me dá irritações, contracções, regurgitações. Um sabor a bílis que não se aguenta!
Mal dito sejas forro infernal! A minha bainha está cozida de um modo tão rigoroso que nem a sinto nas gengivas. Pois não, se a sentisse seria estranho pois ela encontra-se nos tornozelos. Mas esteja onde estiver, o seu corte e acabamento vence de longe o maldito forro infernal. E quem é que o meteu nas bochechas? Fui eu! Estava frio e doía-me o peito, decidindo assim forrar as bochechas!
Pois.
É que com as bochechas forradas a dor amainava. E assim foi. A dor passou para o estojo, que muito indignado desafiou-me para um duelo. Ganhei por três.
A meio da dança de vitória é que me apercebi de uma seca textura roçando nos meus dentes. Foi o estojo! Aquela besta com mau perder! ‘Tás marcado ó tipo inanimado! Sem pernas não vais a lado nenhum!
E aqui estou eu, agora, sentado na minha secretária a olhar para o acusado. O malcriado nem fecha a boca… sempre com um sorriso de éclair.
Tas-te a rir? Tás Tás! Levas uma berlaitada …
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bem fixe david! ;) tem intresesionismo e tambme originalidade
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