Relatório de aula (22/02/09)
Seguindo talvez o único estereótipo presente nas aulas de português, esta aula leccionada no dia 22 iniciou-se com a leitura do relatório anterior.
Após esta tarefa regular a professora passou à leitura de um poema cujo autor Walt Whittman (de nacionalidade americana) aparenta agradar a Fernando Pessoa. O dito poema fala sobre a suposta separação existente entre as pessoas, uma barreira social ou cultural, que na sua opinião não passa de uma ilusão. O ritmo imposto na sua obra tende a lembrar a mecanização de Álvaro de Campos. Realizou-se ainda a leitura de uma contracapa e de um texto centrado nas onomatopeias, analisando o seu conteúdo.
De seguida a nossa atenção centrou-se no manual, mais precisamente na página 166 “Não sei, ama, onde era”. O aspecto que mais sobressaiu foi o facto de ser escrito num ritmo infantil repetindo as mesmas palavras quando tal é desnecessário, dando a ideia de falta de vocabulário. É como se o poeta (um homem feito) estivesse a recordar a sua infância, apreciando as memórias felizes do passado.
Virando a folha a atenção foca-se na página 168 “Quando as crianças brincam”. Analisando este poema chega-se à conclusão de que o poeta usa a infância de terceiros na tentativa de se lembrar da sua, pois não se lembra de quem foi e nem sabe quem poderá vir a ser. Na mesma página examina-se ainda o poema “Pobre velha música”. Neste, o poeta ao ouvir a música é preenchido com um sentimento avassalador de prazer e chora numa demonstração de emoção positiva. Recorda uma infância que não tem certeza de ser sua (dá-se um paradoxo, algo muito presente neste poema).
O seguinte tema a ser abordado foi o interseccionismo na página 169. O interseccionismo ocorre aqui devido à existência de um “caminho” ao longo das diferentes memórias do autor, até transformações, que no entanto são capazes de ser assimiladas pelo leitor num raciocínio lógico.
Já perto do final da aula iniciou-se uma conversa entre a professora e os alunos relativamente aos conhecimentos apreendidos e também sobre a importância dos testes e trabalhos individuais como factores decisivos na nota final. Foi ainda transmitido o conselho de comprarmos e ler o livro “Felizmente há luar”, por ser a matéria que viríamos a enfrentar mais tarde, ou simplesmente pelo nosso desenvolvimento pessoal.
Para finalizar foi-nos proposto um exercício de desfecho, algo deveras invulgar: deveríamos ler num murmúrio audível o pequeno poema “Poema décimo quarto” da página 181 do manual. O objectivo era fazer com que a turma inteira desencadeasse uma espécie de reza, algo indecifrável. Após algum tempo de leitura fomos parando de ler um a um (de acordo com a ordem da professora) e tornou-se possível ouvir o silêncio dos nossos lábios atarefados.
David Cunha
Nº9 / 12º H
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