quarta-feira, 11 de março de 2009

Escrever porque sim.

(texto referente à segunda aula do 2º periodo)

Tenho de escrever. Simplesmente tenho. Quando me questiono o porquê de tal tarefa, respondo simplesmente: porque sim. Porque é preciso para a minha nota, porque essa nota é precisa para a minha média, porque essa média é precisa para os meus estudos, e porque os meus estudos são precisos para o meu sucesso? Hum… Talvez. O sucesso não está inteiramente ligado ao estudo na opinião deste jovem mandrião. Anseio pela sorte, evito os desafios e temo pelos problemas, admito-o não com orgulho mas com um ucal na mão e ainda espero que a vida me sorria mergulhando-me na sua bonança.

No entanto, apesar destas fortes convicções baseadas em largas horas de indolência e reflexão eu viro-me contra os meus princípios e tento estudar, como agora. Respiro fundo e ligo o modo robot.

NA ÚLTIMA AULA! … Ups, caps lock ligado, detesto quando isto acontece.

Na última aula (que por acaso foi a primeira aula do segundo período para mim pois falhei em comparecer à primeira) foi uma aula deveras interessante do ponto de vista prático e teórico. Como sempre (ou como devo estar sempre), encontrava-me sentado no lugar que apesar de não ser meu eu o trato como tal. Direito e encurvado, olhos abertos e orelhas no ar procuro corrigir aquela nódoa mal cheirosa que recebi no primeiro período no lugar da nota de português. Que erro atroz. Um 10… sou português e tenho 10 à minha nacionalidade numa escala de 0 a 20. Sou metade quê? Mas adiante, não há tempo para divagar…A stôra encontra-se a falar sobre a importância do trabalho individual ou seja, não há boleias para ninguém, vai tudo a pé. Cada um está somente dependente das suas capacidades e isso é bom. É… Não é? E então com este novo pensamento de individualidade o meu cérebro entrou num período de estagnação poética, demonstrando sinais de vida apenas ao ouvir uma brilhante divagação de José de Almada-Negreiros.

1 comentário:

  1. Não consigo deixar de sorrir com os teus textos, tens um talento notável para a sátira. Mas no momento da avaliação final que está próximo(não apenas das tuas capacidades, mas também do teu trabalho, da tua progressão) conseguirei eu sorrir? Continuarás tu a ser (falsamente) até ao final do ano, metade de qualquer coisa?
    Sei que me compreendes... mas isso não me consola:- )

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